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Equilíbrio Incerto: Harmonizando Marca e Performance no Cenário Atual

alexandreviola · junho 10, 2025

Uma das discussões mais intensas no universo do marketing moderno é encontrar o equilíbrio ideal entre a construção de marca e a ativação de vendas. Durante anos, a proporção 60:40 — 60% do investimento em canais voltados para o branding e 40% em canais de performance — foi considerada um guia essencial para orientar estratégias de mídia. Contudo, com o avanço das campanhas multiformatos e a crescente complexidade do comportamento do consumidor, essa balança mostra sinais de desequilíbrio.

A Origem da Proporção 60:40

A famosa divisão 60:40 ganhou notoriedade com o livreto The Long and the Short of It (2014), de Les Binet e Peter Field. Esses autores demonstraram que as marcas de maior sucesso no Reino Unido investiam, em média, 60% em canais que promovem a construção da marca (como TV, rádio e OOH) e 40% em canais focados na ativação de vendas (como search e promoções). Essa fórmula, embora revolucionária na época, foi concebida num contexto onde a separação entre canais era mais clara.

Os Desafios dos Canais Multiformatos

Conforme o mercado evoluiu, a distinção entre canais ficou cada vez mais tênue. Por exemplo, nas campanhas em redes sociais, é difícil dizer se o objetivo é gerar awareness ou conversão imediata. Essa sobreposição demanda que os criativos sejam desenvolvidos com uma visão híbrida: os mesmos ativos precisam comunicar os atributos da marca e, ao mesmo tempo, incentivar a ação imediata do consumidor.

Como aponta um trecho dos estudos recentes:

“Nas últimas décadas, surgiram campanhas híbridas de ‘brand response’, em que a ideia de marca é selecionada por sua capacidade de atuar simultaneamente como vetor de construção de marca no longo prazo e como motor de ativação de vendas no curto prazo. … As campanhas de brand response são apenas marginalmente menos eficazes na geração de vendas imediatas do que campanhas focadas exclusivamente em performance, e também apenas levemente inferiores às campanhas puramente de marca quando se trata de impulsionar crescimento de market share no longo prazo.”
(Binet et al, 2025)

Essas constatações reforçam a ideia de que, no universo criativo, não há uma divisão rígida entre branding e performance.

A Variabilidade do Equilíbrio Ideal

Em 2019, os mesmos pesquisadores publicaram o estudo Effectiveness in Context, que aprofundou a discussão sobre a proporção ideal de investimento. Esse trabalho revela que o equilíbrio entre marca e performance não é fixo, mas varia conforme diversos fatores, tais como:

  • Segmento de mercado
  • Local de compra
  • Tipo de decisão de compra
  • Estratégia de preço
  • Nível de diferenciação do produto
  • Momento do mercado
  • Tamanho e notoriedade da marca

Um fato importante extraído desses estudos é que, quanto mais complexa for a decisão de compra, maior deve ser o incentivo para a construção de marca. Investir na educação do consumidor e na criação de confiança torna-se indispensável para que a marca se posicione de forma resiliente a longo prazo, sem abrir mão dos resultados imediatos.

Ferramentas para Encontrar o Ponto de Equilíbrio

Diante desse cenário multifacetado, algumas ferramentas inovadoras surgem para ajudar os gestores a encontrar a proporção ideal para seu negócio. Por exemplo, calculadoras interativas que, ao responder algumas perguntas sobre o mercado, fornecem a proporção recomendada de investimentos em branding versus performance, além de oferecerem insights sobre como essa média se compara com a estratégia atual da marca.

Conclusão

O equilíbrio entre marca e performance é uma equação dinâmica e indispensável para a sustentabilidade dos negócios. A antiga divisão 60:40, embora ainda sirva como referência, deve ser adaptada aos desafios e oportunidades dos ambientes digitais atuais. Investir de forma inteligente na construção de marca, sem negligenciar os ganhos imediatos em vendas, é a chave para criar marcas duradouras e competitivas num mercado em constante evolução.


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Você já refletiu sobre o verdadeiro equilíbrio entre a construção de marca e a ativação de vendas? Nosso novo artigo explora por que a tradicional proporção 60:40 pode não ser mais o ideal e como ajustar suas estratégias para conquistar resultados sustentáveis. Confira o artigo completo e descubra como otimizar seu investimento em marketing!


Referências

  1. The Long and the Short of It (2014) – Les Binet e Peter Field
    Leitura complementar
  2. Effectiveness in Context (2019) – Les Binet e Peter Field
    Estudo completo
  3. Insights Inspirados pela Comunidade de Marketing – Incluindo ideias e debates trazidos por influenciadores relevantes do setor (referência interna: M15)

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